O reajuste para os consumidores residenciais será, em média, de 4,67%. Já para as unidades conectadas à alta tensão, como indústrias e grandes empreendimentos, o reajuste aprovado é quase o dobro, de 9,61%.
Veja o reajuste para cada grupo de consumo:
O reajuste foi aprovado com maioria de votos na reunião ordinária da diretoria da Aneel. Na prática, as distribuidoras de energia apresentam dados sobre custos e pleitos ao processo de reajuste, que são analisados pela agência.
Os processos tarifários são previstos em contrato e consideram diversos componentes, inclusive novos subsídios definidos pelos poderes legislativo e executivo. A correção tarifária anual das distribuidoras entra em vigor no dia de aniversário da concessão — no caso da Enel Ceará, 22 de abril.
COMO O REAJUSTE DA ENEL CEARÁ FOI DEFINIDO?
Entre os fatores que integram o índice de reajuste tarifário, o que teve maior variação foi o de encargos setoriais, que impactou o efeito médio em 2,80%.
Os encargos, custos definidos em lei que financiam políticas públicas, programas sociais e ações de infraestrutura, tiveram alta de 17,8%.
Os custos de aquisição de energia para a Enel Ceará levaram ao impacto no efeito médio de 2,87%. Já os custos de transmissão tiveram uma variação de 0,5% e impactaram o efeito médio em 0,04%.
O cálculo também considerou o diferimento tarifário aprovado em 2025, que teve efeito de abatimento de -7,26%.
Para evitar uma grande variação aos consumidores, a Enel postergou para 2026 a aplicação de recursos financeiros de R$ 586,90 milhões. Ou seja, sem o mecanismo, o reajuste poderia ser ainda maior.
Em 2025, quando foi aprovado o diferimento tarifário, a Enel projetava alta de 1,63% nas tarifas deste ano. O valor foi elevado, entretanto, por altas nos custos da transmissão e encargos, que não são controlados pelas distribuidoras.
VEJA O HISTÓRICO DE REAJUSTE DOS ÚLTIMOS ANOS
- 2025: -2,1%
- 2024: -2,8%
- 2023: +3,06%
- 2022: +24,85%
- 2021: +8,95%
- 2020: +3,9%