O ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes ainda não tem data definida para responder ao convite nacional do PSDB para a disputa da Presidência da República. A decisão envolve um dilema político, concorrer ao governo do Ceará ou entrar pela quinta vez na corrida ao Palácio do Planalto. O convite foi formalizado pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, que destacou a experiência e a capacidade administrativa de Ciro como credenciais para liderar o país.
O ex-ministro recebeu positivamente a sinalização, mas optou por adiar qualquer posicionamento definitivo. Ciro aguarda novas pesquisas de intenção de voto até o fim de junho para avaliar melhor o cenário eleitoral, hoje marcado pela polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que deve buscar a reeleição e o nome do PL, Flávio Bolsonaro. A indefinição também reflete pressões em diferentes frentes.
De um lado, aliados no Ceará defendem que Ciro dispute o governo do Estado, reforçando o protagonismo local. De outro, pesa o projeto nacional e o histórico do ex-ministro, que vê na possível candidatura presidencial mais uma oportunidade de alcançar o cargo máximo da República.




