TRAGÉDIA – Número de mortos por terremotos na Venezuela ultrapassa 5 mil


Autoridades informam que ao menos 5.069 pessoas morreram após os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5; sobrevivente do terremoto de 1967 ajuda pessoas atingidas pelo duplo tremor que devastou La Guaira

O número de mortos causado pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho ultrapassou a marca de 5 mil, segundo balanço divulgado pelas autoridades nesta sexta-feira.

Pelo menos 5.069 pessoas morreram em consequência dos fortes tremores consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5, que atingiram o norte do país, especialmente o estado de La Guaira, vizinho à capital Caracas, informou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, em publicação na plataforma Telegram.

Em La Guaira, socorristas e famílias seguem cavando para tentar encontrar corpos de pessoas falecidas que estão sob os escombros dos edifícios que colapsaram.

Pelo menos 20.857 pessoas lotam acampamentos que, em muitos casos, carecem de água e banheiros portáteis suficientes. Médicos mobilizados em hospitais de campanha na região tentam impedir a propagação de doenças respiratórias e intestinais.

As autoridades evitam falar em desaparecidos, mas segundo a ONU, este número pode chegar a 50.000. O duplo terremoto foi considerado um dos piores já registrados na América Latina.

A tragédia afetou mais de 800 prédios, dos quais 190 colapsaram.

Sobrevivente de 1967 ajuda vítimas

 

Entre os mobilizados para ajudar as vítimas está María Elena Páez Pumar, de 59 anos, sobrevivente do terremoto que atingiu o norte da Venezuela em julho de 1967. Na época, ela tinha apenas sete meses de idade e ficou presa sob os escombros de um edifício em La Guaira, região que voltou a ser uma das mais afetadas pelos tremores deste ano.

Segundo relatos de familiares, o choro da bebê ajudou os socorristas a localizar sobreviventes no apartamento onde sua família estava soterrada. María Elena foi resgatada quase quatro dias após o terremoto, mas perdeu o antebraço direito em consequência dos ferimentos. Um de seus irmãos morreu no desabamento.

Atualmente morando nos Estados Unidos, onde trabalha como professora, ela participou de campanhas de arrecadação para apoiar os atingidos pelos terremotos de junho.

— Qualquer pessoa nessa situação precisa de ajuda. E, tendo passado por isso e recebido tanta ajuda, era o mínimo que eu podia fazer — afirmou.

Asa Branca News via O Globo


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