POLÍTICA – Quais partidos políticos atuam no Ceará e têm mais força de disputa eleitoral


Especialistas avaliam a possibilidade de enfraquecimento de legendas devido às federações.

O cenário político brasileiro irá renovar, ao final de 2026, seus representantes no Executivo e no Legislativo, em âmbito estadual e nacional. Com um total de 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a disputa eleitoral tem pesos diferentes devido às forças de cada legenda.

No estado do Ceará, 21 siglas partidárias possuem representação direta, atuando em pelo menos um cargo político, seja em prefeituras ou nos legislativos de Fortaleza, do estado e à nível federal.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) é a entidade com maior quantitativo de representantes no estado, totalizando 81 filiados com mandatos em vigência, sendo maioria distribuída entre os chefes de municípios e entre os deputados da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).

Na segunda posição, em ambas as representações em cargos legislativos e executivos, encontra-se o Partido dos Trabalhadores (PT), com um total de 66 políticos, incluindo a função de governador.

A potência dessas siglas no Ceará não é por acaso. Conforme explica a cientista política Cleris Albuquerque, trata-se de uma força “construída e consolidada ao longo do tempo”, fundamentada em personalidades já firmadas dentro da política brasileira.

 

No caso do PSB, a figura de Cid Gomes possui grande capital político e conseguiu potencializar a sigla, atraindo parlamentares e fortalecendo sua bancada na Assembleia Legislativa. Já o PT mantém um alicerce eleitoral já estabelecido, ancorado nas lideranças de Lula e de Camilo Santana, […] a permanência do PT no governo estadual ajuda na continuidade e no fortalecimento do partido no estado.
Cleris Albuquerque

Cientista política

Apesar da numerosidade de representantes e do poder de influência exercido pelas figuras filiadas, a especialista não descarta a possibilidade de um possível enfraquecimento dessas siglas para a disputa de 2026. Afinal, outras legendas também estão no radar dos eleitores cearenses desde o pleito geral de 2022 e municipal de 2024.

Veja os 10 partidos com mais representação direta no Ceará hoje:

  • PSB: 81 representantes;
  • PT: 66 representantes;
  • PSD: 28 representantes;
  • PDT: 21 representantes;
  • PP: 19 representantes;
  • Republicanos: 18 representantes;
  • MDB: 15 representantes;
  • União: 13 representantes;
  • PL: 11 representantes;
  • AGIR: 5 representantes.

O levantamento realizado pelo PontoPoder considerou os cargos de prefeito nos 184 municípios do estado, dos vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), do governador do Ceará, dos parlamentares da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e dos deputados federais e senadores na bancada estadual do Congresso. Com o fim da janela partidária, haverá mudanças.

Forças partidárias no Ceará

Em 26 de março de 2026, o TSE aprovou o registro de uma federação composta pelas siglas Progressistas (PP) e União Brasil: a Federação União Progressista. A nova configuração, segundo pontuou Cleris, pode mexer ou influenciar as forças partidárias para o pleito geral de outubro.

Com 32 políticos exercendo mandatos entre os cargos considerados no levantamento do PontoPoder, essas legendas, somadas enquanto federação, passam a ocupar o terceiro lugar no pódio de maiores representações eleitas pelos cearenses. O número ainda pode aumentar, se forem considerados os vereadores dos demais 183 municípios do estado.

Em período eleitoral, a expectativa é que a federação ganhe força, em especial devido aos benefícios, como o “maior tempo de rádio e televisão” e o “acesso ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC)”. Essa potência já vem sendo observada por ambos os extremos cotados para disputar as eleições de 2026.

A cientista política observa haver vantagens em uma aliança entre PSB e PT, para garantir “a concentração de forças em prol de um benefício comum”, mas esclarece que essa união pode enfraquecer caso a nova federação opte por apoiar a oposição.

Esse cenário, inclusive, foi reforçado nos últimos dias pelo ex-deputado federal Capitão Wagner (União), atual líder do diretório estadual da composição.

A possível formatação de apoio à oposição por parte da Federação União Progressista que vem sendo desenhada, para a especialista, é um “indicativo que a eleição de 2026 será disputada voto a voto”.

O cenário político brasileiro irá renovar, ao final de 2026, seus representantes no Executivo e no Legislativo, em âmbito estadual e nacional. Com um total de 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a disputa eleitoral tem pesos diferentes devido às forças de cada legenda.

No estado do Ceará, 21 siglas partidárias possuem representação direta, atuando em pelo menos um cargo político, seja em prefeituras ou nos legislativos de Fortaleza, do estado e à nível federal.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) é a entidade com maior quantitativo de representantes no estado, totalizando 81 filiados com mandatos em vigência, sendo maioria distribuída entre os chefes de municípios e entre os deputados da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).

Na segunda posição, em ambas as representações em cargos legislativos e executivos, encontra-se o Partido dos Trabalhadores (PT), com um total de 66 políticos, incluindo a função de governador.

Diário do Nordeste
Fique por dentro das últimas notícias do Ceará, Brasil e mundo.
Seguir no Google

A potência dessas siglas no Ceará não é por acaso. Conforme explica a cientista política Cleris Albuquerque, trata-se de uma força “construída e consolidada ao longo do tempo”, fundamentada em personalidades já firmadas dentro da política brasileira.

 

No caso do PSB, a figura de Cid Gomes possui grande capital político e conseguiu potencializar a sigla, atraindo parlamentares e fortalecendo sua bancada na Assembleia Legislativa. Já o PT mantém um alicerce eleitoral já estabelecido, ancorado nas lideranças de Lula e de Camilo Santana, […] a permanência do PT no governo estadual ajuda na continuidade e no fortalecimento do partido no estado.
Cleris Albuquerque

Cientista política

 

 

 

Apesar da numerosidade de representantes e do poder de influência exercido pelas figuras filiadas, a especialista não descarta a possibilidade de um possível enfraquecimento dessas siglas para a disputa de 2026. Afinal, outras legendas também estão no radar dos eleitores cearenses desde o pleito geral de 2022 e municipal de 2024.

Veja os 10 partidos com mais representação direta no Ceará hoje:

  • PSB: 81 representantes;
  • PT: 66 representantes;
  • PSD: 28 representantes;
  • PDT: 21 representantes;
  • PP: 19 representantes;
  • Republicanos: 18 representantes;
  • MDB: 15 representantes;
  • União: 13 representantes;
  • PL: 11 representantes;
  • AGIR: 5 representantes.

O levantamento realizado pelo PontoPoder considerou os cargos de prefeito nos 184 municípios do estado, dos vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), do governador do Ceará, dos parlamentares da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e dos deputados federais e senadores na bancada estadual do Congresso. Com o fim da janela partidária, haverá mudanças.

Forças partidárias no Ceará

Em 26 de março de 2026, o TSE aprovou o registro de uma federação composta pelas siglas Progressistas (PP) e União Brasil: a Federação União Progressista. A nova configuração, segundo pontuou Cleris, pode mexer ou influenciar as forças partidárias para o pleito geral de outubro.

Com 32 políticos exercendo mandatos entre os cargos considerados no levantamento do PontoPoder, essas legendas, somadas enquanto federação, passam a ocupar o terceiro lugar no pódio de maiores representações eleitas pelos cearenses. O número ainda pode aumentar, se forem considerados os vereadores dos demais 183 municípios do estado.

Em período eleitoral, a expectativa é que a federação ganhe força, em especial devido aos benefícios, como o “maior tempo de rádio e televisão” e o “acesso ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC)”. Essa potência já vem sendo observada por ambos os extremos cotados para disputar as eleições de 2026.

A cientista política observa haver vantagens em uma aliança entre PSB e PT, para garantir “a concentração de forças em prol de um benefício comum”, mas esclarece que essa união pode enfraquecer caso a nova federação opte por apoiar a oposição.

Esse cenário, inclusive, foi reforçado nos últimos dias pelo ex-deputado federal Capitão Wagner (União), atual líder do diretório estadual da composição.

A possível formatação de apoio à oposição por parte da Federação União Progressista que vem sendo desenhada, para a especialista, é um “indicativo que a eleição de 2026 será disputada voto a voto”.

 

Veja também

 

A potência das federações e as cláusulas de barreira

Aos partidos com pouca força eleitoral, as federações são “um bom negócio”. Segundo Cleris, elas garantem “um novo ‘fôlego’ ao escapar da cláusula de barreira, além da expectativa de algum retorno, seja por meio de apoio político a uma candidatura ou até mesmo manter relevância em seu reduto eleitoral”.

O advogado Eleitoral e Doutor em Direito Constitucional e Teoria Política, Fernandes Neto, explica que essa cláusula se trata de uma solução para evitar a fragmentação partidária. Através dessa norma, disposta na Emenda Constitucional nº 97, de 2017, são decididos quais legendas irão receber o Fundo Partidário e a propaganda gratuita em rádio e televisão.

“Ela [cláusula de barreira] é uma instituição feita para regulamentar, para restringir o acesso das pequenas representações e deixar existir um poder Legislativo mais coeso, mas sem fragmentação partidária”, explicou Fernandes ao PontoPoder.

O especialista considera as federações, portanto, um elemento útil para a sobrevivência de legendas menores à cláusula. Apesar de enfatizar que a extinção de um partido não ocorre oficialmente, ele passa a sofrer de “morte por asfixia” quando não tem força sozinho e não se junta a federações.

 

A vigência de um partido não depende de ele ter representação ou não. Claro que um partido está [lá] para defender uma ideia e uma representação política — e conseguir mandatos e atuar no governo diretamente. Então, a inexistência desses partidos e a falta de representação em qualquer poder Legislativo não gera em si a extinção automática. No entanto, ele vai asfixiando, fica débil, fica uma situação de quase ausência de sobrevivência política desse partido.
Fernandes Neto

Advogado Eleitoral

 

Aos partidos pequenos, portanto, resta se associar a legendas maiores e “formar alianças que gerem vantagens para ambos”, conformou apontou Cleris Albuquerque. Do contrário, eles não possuem perspectiva de mudar seu cenário de representação no Ceará com o pleito geral.

O panorama se dá, em partes, pelo que Fernandes Neto classificou como “concentração de grandes agremiações ricas” no poder político. Ou seja, as federações hoje realizadas são destinadas a ter “maior poderio econômico nas eleições”.

Para ele, trata-se de uma herança e continuidade do sistema de oligarquias existente no passado da política brasileira:

 

A ideia é que temos grandes partidos oligárquicos, partidos muito ricos e com candidatos a deputados, a representação partidária que detém também muitos valores que possam influenciar na sua eleição. Então, é um sistema que tende a ser oligárquico.
Asa Branca News via DN

Ao vivo

Carregando…


A seguir

Carregando…

schedule