NEGÓCIOS – Veja quanto vão custar os 10 remédios mais vendidos após o reajuste anual


Veja quanto vão custar os 10 remédios mais vendidos após o reajuste anual

A partir desta quarta-feira (1º), entra em vigor o novo teto para o preço de medicamentos no Brasil, conforme autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

índice máximo de 3,81% mantém uma tendência de queda iniciada em 2023 e representa o menor reajuste médio em quase 20 anos, situando-se abaixo da inflação acumulada de 12 meses.

Diferente de outros setores, o preço dos remédios no Brasil segue uma fórmula matemática rígida que parte do IPCA, mas desconta o chamado ganho de produtividade da indústria.

Segundo o secretário-executivo da CMED, Mateus Amâncio, esse mecanismo garante que a eficiência das farmacêuticas seja compartilhada com a sociedade.

Ele destaca que o modelo evita decisões discricionárias e dá transparência ao processo, de forma que parte dos ganhos é repassada aos consumidores como reajustes menores, trazendo estabilidade tanto para o setor produtivo quanto para o poder público.

Impacto e dinâmica nas farmácias

subida dos preços nas prateleiras não é obrigatória nem imediata, funcionando apenas como um teto.

Maurício Filizolla, membro da diretoria do Sincofarma-CE, presidente da rede Farmácia Santa Branca e da CDL de Fortaleza, esclarece que “geralmente as farmácias prolongam os preços anteriores por um período de até 15 dias, isto depende de política de cada rede”.

Ele ainda analisa que mesmo sendo os genéricos, por exemplo, os remédios mais impactados com o maior percentual, eles não perdem o potencial de concorrência, por conta das regras que compõem os seus preços.

Isso porque os genéricos precisam ser ao menos 35% mais baratos que os medicamentos de referência. Essa exigência é estabelecida pela Lei dos Genéricos (nº 9.787/1999) e, na prática, os genéricos costumam ser até 59% mais baratos do que os medicamentos de referência.

A partir desta quarta-feira (1º), entra em vigor o novo teto para o preço de medicamentos no Brasil, conforme autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

índice máximo de 3,81% mantém uma tendência de queda iniciada em 2023 e representa o menor reajuste médio em quase 20 anos, situando-se abaixo da inflação acumulada de 12 meses.

Diferente de outros setores, o preço dos remédios no Brasil segue uma fórmula matemática rígida que parte do IPCA, mas desconta o chamado ganho de produtividade da indústria.

 

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Segundo o secretário-executivo da CMED, Mateus Amâncio, esse mecanismo garante que a eficiência das farmacêuticas seja compartilhada com a sociedade.

Ele destaca que o modelo evita decisões discricionárias e dá transparência ao processo, de forma que parte dos ganhos é repassada aos consumidores como reajustes menores, trazendo estabilidade tanto para o setor produtivo quanto para o poder público.

Impacto e dinâmica nas farmácias

subida dos preços nas prateleiras não é obrigatória nem imediata, funcionando apenas como um teto.

Maurício Filizolla, membro da diretoria do Sincofarma-CE, presidente da rede Farmácia Santa Branca e da CDL de Fortaleza, esclarece que “geralmente as farmácias prolongam os preços anteriores por um período de até 15 dias, isto depende de política de cada rede”.

Ele ainda analisa que mesmo sendo os genéricos, por exemplo, os remédios mais impactados com o maior percentual, eles não perdem o potencial de concorrência, por conta das regras que compõem os seus preços.

Isso porque os genéricos precisam ser ao menos 35% mais baratos que os medicamentos de referência. Essa exigência é estabelecida pela Lei dos Genéricos (nº 9.787/1999) e, na prática, os genéricos costumam ser até 59% mais baratos do que os medicamentos de referência.

Entenda os níveis de reajuste

O ajuste é dividido em três categorias, conforme a competitividade de cada classe terapêutica:

Nível 1 (3,81%): Medicamentos de alta concorrência, como para hipertensão e colesterol;
Nível 2 (2,47%): Categorias de média concorrência, como alguns antidepressivos;
Nível 3 (1,13%): Produtos de pouca ou nenhuma concorrência, como insulinas de ação prolongada.

 

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Para identificar o impacto real no Ceará, o ranking dos medicamentos baseou-se nos dados do Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico da Anvisa, selecionando os ativos com maior volume de comercialização no País em 2024.

á a definição do preço base considerou o menor valor registrado no painel de Consulta de Preço Máximo ao Consumidor (PMC) do sistema SAMMED para o Ceará.

O levantamento foca no princípio ativo, sem distinguir fabricante, dosagens ou formas de apresentação (como gotas ou drágeas). Os valores foram calculados com base no reajuste de Nível 1, com o maior percentual.

Um “imposto silencioso” 

Apesar de o reajuste médio estar abaixo da inflação, o efeito no bolso do cearense é profundo e desigual. Para o presidente do Conselho Regional de Economia Ceará (Corecon-CE), Wandemberg Almeida, o aumento funciona como um “imposto silencioso sobre a saúde, atingindo fortemente quem menos pode pagar”.

 

Ele explica que, como a saúde não é um gasto opcional, o impacto é imediato na renda das famílias, gerando perda do poder de compra e risco de endividamento em casos críticos.

 

“O aumento acaba aprofundando as desigualdades sociais”, afirma Almeida, destacando que famílias com renda de até dois salários mínimos e idosos são os que mais sentem o peso, especialmente em medicamentos de uso contínuo para diabetes e hipertensão.

Além disso, ele prevê um “efeito cascata” na economia local. “Com famílias gastando mais em farmácia, o consumo em outros setores pode retrair, além da pressão para o aumento de mensalidades de planos de saúde e custos em clínicas e hospitais”, explica.

Complementando essa visão, o conselheiro do Corecon-CE, Thiago Holanda, reforça que o impacto é heterogêneo. O peso é maior para quem depende de fármacos fora da cobertura do SUS ou da Farmácia Popular, onde não há margem para adiar a compra.

O professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador de Finanças Comportamentais, Érico Veras, acrescenta que o reajuste nos medicamentos afeta especialmente quem depende de uso contínuo, principalmente idosos e aposentados, cuja renda tende a crescer pouco ou até diminuir com o tempo.

Para esse público, aponta, remédio não é item opcional, assim como alimentação.Ele ressalta que o aumento foi menor porque a inflação do período também recuou, mas adverte: somado a outros reajustes do início do ano, o impacto no orçamento familiar é significativo.

Com as famílias brasileiras no maior nível de endividamento já registrado, qualquer nova despesa agrava ainda mais a situação financeira.

 

 

 

Asa Branca News via DN


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