O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (19) ter se encontrado com Daniel Vorcaro, banqueiro do banco Master, no fim de 2025.
A reunião teria ocorrido após a primeira prisão de Vorcaro, quando ele já estava com tornozeleira eletrônica. O motivo do encontro, segundo Flávio, seria para “botar um ponto final na questão” do financiamento do filme “Dark Horse”, a cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, pai do senador.
Flávio já havia admitido ter negociado e até cobrado pagamentos de Vorcaro. O banqueiro teria repassado uma quantia de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso. As informações são do portal Metrópoles.
“No final de 2025, foi aquele áudio que todos ouviram e que eu peço uma luz para saber, uma palavra final, sobre o que é que vai acontecer, porque o filme já estava num grande risco do filme ser encerrado, inclusive, seria uma grande catástrofe e no dia seguinte, em que ele foi preso”, afirmou Flávio.
Flávio diz que não sabia da situação “muito mais grave”
Conforme o senador, a partir da prisão de Vorcaro, foi uma “virada de chave” para entender que a situação era “muito mais grave”.
Em função disso, eu trago aqui pra vocês […]. Eu estive com ele mais uma vez após esse evento, quando ele teve a… passou a usar o monitoramento eletrônico e ele não podia ser na cidade de São Paulo
O filho de Bolsonaro comentou ainda que queria ter sido avisado por Vorcaro sobre a situação do banqueiro com as investigações de fraude.
“Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, é dizer que se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não ocorreria risco. Então, foi uma grande dificuldade nesse momento, arrumar outros investidores pudessem concluir esse filme”, disse o pré-candidato à presidência pelo PL.
Entenda o caso do Banco Master
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso desde 4 de março, quando foi capturado pela Polícia Federal durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
A investigação apura fraudes financeiras na instituição e uma tentativa de aquisição dela pelo Banco Regional de Brasília (BRB), vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF).
O ministro André Mendonça autorizou a prisão do banqueiro após pedido da PF, baseado em elementos que indicam que ele teria dado ordens diretas a outros investigados para intimidar jornalistas, ex-funcionários e empresários, além de ter tido acesso antecipado a informações sigilosas da apuração.
Asa Branca News via DN




