De acordo com a PF, os envolvidos teriam apresentado documentos falsos para obter indevidamente as indenizações securitárias.
O material apreendido na operação desta terça será submetido à análise pericial e servirá de subsídio à continuidade das investigações. O foco da Polícia, neste momento, é identificar todos os participantes do esquema, os beneficiários finais do dinheiro obtido irregularmente e a estrutura financeira e documental utilizada na fraude.
Como funcionava a fraude?
A investigação teve início a partir de um comunicado formal encaminhado pela Caixa Econômica Federal, que é a responsável pela gerência do DPVAT. Conforme a comunicação, foi identificado um grande volume de requerimentos com indícios de irregularidades, vinculados a diversos procuradores e beneficiários.
Os suspeitos de envolvimento no crime se valiam do uso reiterado de boletins de ocorrência, laudos médicos e comprovantes de residência com indícios de falsidade ideológica para instruir pedidos fraudulentos de indenização, simulando acidentes de trânsito para liberar indevidamente os valores do seguro.
São apurados os seguintes crimes:
- Estelionato qualificado em detrimento de empresa pública;
- Falsificação de documentos públicos e particulares;
- Uso de documento falso e lavagem de dinheiro.