LUTO – Morre Netinho, um dos principais nomes do axé music, aos 60 anos, em Salvador


Cantor, que ficou conhecido nacionalmente com o sucesso ‘Milla’, enfrentava um linfoma não Hodgkin desde 2025 e estava internado após a recidiva da doença

O cantor Netinho, um dos principais nomes do axé music, morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O artista enfrentava um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, diagnosticado em 2025. Ele estava internado no Hospital Aliança Star desde o fim de setembro, após a recidiva da doença.

Netinho revelou o diagnóstico em março de 2025, depois de ser internado com fortes dores nas pernas. Na ocasião, precisou interromper a agenda de shows do Carnaval e iniciou o tratamento contra o câncer. Ao longo dos meses seguintes, compartilhou com os fãs detalhes das etapas do tratamento nas redes sociais.

Em 2026, o cantor anunciou que a doença havia retornado e que precisaria retomar a quimioterapia.

Carreira

 

Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 12 de julho de 1966, Netinho se mudou com a família para Salvador aos 10 anos. Começou a se interessar por música ainda jovem e ganhou o primeiro violão aos 14 anos. Aos 16, ingressou no curso de Engenharia Civil da Universidade Católica do Salvador, conciliando os estudos com apresentações musicais.

Em 1988, estreou como vocalista da Banda Beijo durante o Carnaval de Salvador. No mesmo ano, ganhou projeção nacional com a música “Beijo na Boca”. Depois, emplacou sucessos como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida é Festa”.

O maior sucesso de sua carreira foi “Milla”, lançada em 1996, três anos depois de iniciar a trajetória solo. A canção se tornou um dos símbolos do axé music e ajudou a consolidar o cantor como um dos artistas mais populares do gênero no país. Netinho também se apresentou no exterior, em países como Itália e Chile.

Além da carreira de músico, investiu no mercado de produção fonográfica, com a abertura de um estúdio de gravação e mixagem no Rio de Janeiro, que recebeu artistas como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz. Também criou um selo voltado ao lançamento de novos artistas baianos.

Entre 1997 e 2003, foi casado com a jornalista Mariana Trindade, com quem teve uma filha, Bruna Trindade.

Via O Globo


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