O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), foi reeleito neste domingo (4) em primeiro turno. Com 96,97% das urnas apuradas, o petista tinha 52,90% dos votos válidos, contra 46,50% de Ciro Gomes (PSDB), conforme divulgação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A projeção do instituto confirma a virada de Elmano sobre o ex-governador, que liderou as pesquisas durante boa parte da campanha.
A vitória mantém o PT no governo do Ceará para um quarto mandato consecutivo. Elmano foi eleito pela primeira vez em 2022, também no primeiro turno, com 54,02% dos votos, quando derrotou Roberto Cláudio (PDT), hoje vice de Ciro Gomes.
Virada nas pesquisas
A vitória de Elmano representa uma mudança em relação ao início da campanha. Na primeira pesquisa Datafolha após o fim das convenções, divulgada em agosto, Ciro aparecia com 52% das intenções de voto, contra 33% de Elmano. Em setembro, a vantagem havia caído: Ciro tinha 46%, e o petista, 37%.
Na pesquisa Datafolha divulgada na véspera da votação, Elmano aparecia numericamente à frente, com 50% dos votos válidos, contra 47% de Ciro. A margem de erro era de dois pontos percentuais, configurando empate técnico.
O último levantamento também mostrava Elmano à frente na simulação de segundo turno, com 49% contra 45% de Ciro, embora a votação tenha definido a eleição já no primeiro turno.
Ciro voltou a disputar o governo do Ceará mais de três décadas depois de ter ocupado o cargo, entre 1991 e 1994. O tucano concorreu pela coligação “Unir para Mudar”, que reuniu partidos como PL, União Brasil e PP. Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, foi candidato a vice.
Elmano teve Gabriella Aguiar (PSD) como vice e contou com o apoio do senador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, e da deputada federal Luizianne Lins (Rede) na chapa para o Senado.
A aliança de Ciro com partidos da direita e da extrema direita tornou o Ceará um dos principais palcos das divisões desse campo político durante a campanha. A aproximação com o PL também provocou embates entre lideranças bolsonaristas, incluindo integrantes da família Bolsonaro.
Via G1





