POLÍCIA – Médica é assassinada em bar no interior do Acre; vítima tinha medida protetiva e acionou botão do pânico


Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, atuava no Hospital Regional de Brasiléia e em uma unidade de saúde do município. Amigo a descreve como pessoa cativante e dedicada aos pacientes.

A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi assassinada a tiros dentro de um bar em Brasiléia, no interior do Acre, na noite dessa segunda-feira (2). A vítima estava acompanhada de amigos quando um homem se aproximou e atirou duas vezes contra ela. O suspeito fugiu logo depois.

🚨 Segundo a Polícia Civil, o ex-companheiro da vítima, Francisco Valadares Neto, que é procurador municipal de Brasiléia, advogado e ex-vereador, foi quem ordenou o assassinato da médica. Ele, que usa tornozeleira eletrônica, foi encontrado desacordado em casa na manhã desta terça (3), intubado e transferido para Rio Branco.

Médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi assassinada a tiros em Brasiléia — Foto: Arquivo pessoal

Médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi assassinada a tiros em Brasiléia — Foto: Arquivo pessoal

Imagens das câmeras de segurança do bar registraram o momento do assassinato. Nas gravações, o homem aparece usando capacete preto, com um boné vermelho por baixo, blusa azul-escura de mangas compridas e calça bege. Ele se aproxima da mesa onde Elyne estava, saca uma arma e dispara duas vezes contra ela. (Assista acima)

Testemunhas que estavam na mesma mesa que Elyne contaram aos policiais que ela possuía uma medida protetiva contra Francisco e que vinha relatando situações de ameaça. Segundo os relatos, ele teria passado várias vezes pela rua onde fica o bar naquela ocasião.

Colegas lamentaram a perda da profissional, descrita como extraordinária por amigos — Foto: Arquivo pessoal

Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, é medica e foi morta a tiros em Brasiléia, no Acre — Foto: Reprodução

Ainda conforme as testemunhas, a vítima chegou a acionar o botão do pânico, dispositivo de segurança utilizado por pessoas protegidas por medidas judiciais. A central de monitoramento teria entrado em contato por telefone, mas não houve comparecimento de uma equipe ao estabelecimento.

Nesta terça-feira (3), a governadora Mailza Assis, bem como a prefeitura de Brasiléia e o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) manifestaram pesar pela morte de Elyne. Instituições como a Polícia Civil e Ministério Público (MP-AC) também publicaram notas. (Confira na íntegra de cada uma delas no final da reportagem)

O crime

 

De acordo com o registro da ocorrência, a Polícia Militar (PM-AC) foi acionada após o crime e encontrou a vítima caída no chão, com sangramento na região da cabeça. Ela já aparentava estar sem sinais vitais. A morte foi constatada pela equipe de perícia que esteve no estabelecimento.

Uma das amigas que estava com Elyne relatou à polícia que, pouco antes do assassinato, um homem em uma motocicleta vermelha parou na esquina e, aparentemente, fotografou as pessoas que estavam à mesa. Depois, outro indivíduo se aproximou da vítima e efetuou os disparos.

Outra testemunha, que havia deixado o bar antes do crime, afirmou aos policiais que Elyne havia confidenciado estar sofrendo ameaças. Segundo ela, a vítima teria dito que Francisco afirmava que ‘de hoje ela não passava’.

Francisco Valadares Neto é suspeito de ordenar o assassinato de Elyne de Assis Nogueira em Brasiléia — Foto: Reprodução

Francisco Valadares Neto é suspeito de ordenar o assassinato de Elyne de Assis Nogueira em Brasiléia — Foto: Reprodução

O registro policial aponta que foram encontrados dois boletins de ocorrência envolvendo ameaças e descumprimento de medida protetiva relacionados à vítima e a Francisco. Um deles foi registrado em 25 de agosto de 2026 e o outro em 11 de setembro deste ano.

Assassinato ocorreu na noite dessa segunda-feira (2), em Brasiléia — Foto: Reprodução

Assassinato ocorreu na noite dessa segunda-feira (2), em Brasiléia — Foto: Reprodução


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