POLÍCIA – Caso Larissa: Polícia Civil planeja reconstituição de morte da esposa de PM


Marido de Larissa Cruz Morata, o PM Vinícius foi preso nessa segunda-feira (7/9) durante o velório da esposa, na Grande SP

Polícia Civil planeja realizar a reconstituição das circunstâncias da morte de Larissa Cruz Morata, de 29 anos, esposa do policial militar Vinicius Costa Silva, 26 anos, encontrada já sem vida com um tiro na cabeça no último domingo (6/9), na suíte da residência em que o casal vivia, na cidade de Embu das Artes, região metropolitana de São Paulo. Segundo apurou o Metrópolesa data do procedimento ainda não foi definida pelas autoridades policiais. A participação do suspeito também não é confirmada.

O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita, mas, nessa segunda-feira (7/9), houve uma reviravoltaO marido da vítima foi detido no velório de Larissa. Levado para a delegacia que investiga a morte, Vinícius foi depois transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista, após a Justiça conceder prisão temporária — solicitada pela Polícia Civil, que apura possível feminicídio.

Entenda

  • Larissa Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta com um tiro no domingo (6/9) na casa onde vivia com o marido, o soldado da PM Vinicius Costa Silva, 26,, em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo.
  • De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), a mulher estava com a arma do PM sob o corpo e um ferimento provocado por disparo na cabeça. A polícia foi acionada às 11h daquele dia.
  • O marido  estava no local e afirmou aos agentes que se tratava de um suicídio. O caso, no entanto, foi registrado como morte suspeita. Agora, também é apurada a hipótese de feminicídio.
  • Vinícius foi preso nessa segunda durante o velório da esposa por uma equipe da Corregedoria da PM, após a Polícia Civil encontrar inconsistências no depoimento do soldado.
  • Em seguida, o policial foi levado para a delegacia da cidade e, posteriormente, transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, no Barro Branco, zona norte da capital. Trata-se do mesmo em que está detido o tenente-coronel da reserva Geraldo Leite Rosa Neto, investigado por feminicídio contra a PM Gisele.
  • O soldado afirmou em depoimento à Polícia Civil que ele e a esposa, Larissa, haviam conversado sobre o término da relação horas antes do disparo que resultou na morte da técnica em radiologia.
  • A defesa do policial sustenta que Larissa teria cometido suicídio e disse que irá apresentar às investigações trocas de mensagens em que ela supostamente manifestava pensamentos relacionamentos à ideia de tirar a própria vida em caso de um eventual rompimento.
  • A família da jovem contesta essa versão. “Ela tinha planos de vida. Ela ia perder o filho que ela ama demais, demais. Ela era doente pelo filho dela. Ela ia colocar silicone agora no final desse mês, ela tinha uma consulta marcada no posto de saúde. Ela comeu um pastel comigo quinta-feira, a gente entrou pra visitar uma loja. Ela não tava brigando e não tava com problema nenhum. E ela não estava em fase de separação como estão dizendo aí, porque ela me contava tudo o que acontece com ela”, afirmou a avó da jovem, Maria Aparecida Morata.
  • De acordo com a delegada responsável pelo caso, Bruna Cripa, os investigadores tiveram acesso a elementos de ordem pericial que divergiam da versão inicialmente apresentada.
  • Um deles é a origem do tiro: Larissa da Cruz Morata foi encontrada com um tiro próximo ao ouvido esquerdo, mas familiares afirmam que a jovem não era canhota.

Inconsistências na versão do PM

Vinicius foi preso após a Polícia Civil encontrar inconsistências no depoimento do soldado. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Bruna Cripa, os investigadores tiveram acesso a elementos de ordem pericial que divergiam da versão inicialmente apresentada.

 

Via Metrópoles


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