O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta segunda-feira, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, a previsão de salário mínimo de R$ 1.741 para o próximo ano. O valor representa um aumento de R$ 120 em relação ao piso atual, de R$ 1.621, equivalente a uma alta nominal de 7,4%.
O cálculo segue a regra de valorização do salário mínimo aprovada em 2024, que considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro de 2026, somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, com ganho real limitado a 2,5%.
Apesar da previsão apresentada no PLOA, o valor definitivo do salário mínimo de 2027 só será conhecido em dezembro, quando o INPC acumulado até novembro for oficialmente divulgado.
O reajuste tem impacto direto sobre milhões de brasileiros. Além dos trabalhadores que recebem o piso nacional, o salário mínimo serve de referência para aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego, contribuições dos microempreendedores individuais (MEIs) e diversas indenizações previstas em lei.
Segundo o governo, cerca de 45% dos benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) estão vinculados ao salário mínimo, o que faz com que qualquer reajuste também tenha forte impacto sobre as contas públicas.
PLOA prevê socorro financeiro aos Correios
O projeto orçamentário encaminhado ao Congresso Nacional também prevê um aporte de R$ 6 bilhões aos Correios em 2027.
A injeção de recursos faz parte do processo de recuperação financeira da estatal, que enfrenta dificuldades econômicas e obteve, no ano passado, um empréstimo de R$ 12 bilhões. Segundo o governo federal, o reforço financeiro integra as medidas previstas para garantir a reestruturação da empresa.
Em nota conjunta, os ministros das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e do Planejamento, Bruno Moretti, afirmaram que o objetivo é assegurar maior estabilidade operacional à empresa.
“Com isso, a estatal terá maior estabilidade para seguir negociando com seus clientes e fornecedores, em direção ao bom andamento do seu Plano de Reestruturação e à recuperação dos resultados financeiros positivos da empresa”, destaca a nota do governo.
Via Ceará Agora





