A policial militar Júlia Natália Girão Gomes é investigada por fazer parte de um esquema que vendia contas falsas para motoristas em aplicativos de transporte. Ela foi presa, nesta terça-feira (11), suspeita também de envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, encontrado carbonizado dentro de um carro em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza (entenda mais abaixo).
O marido da PM, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, também foi preso em flagrante nesta terça, por posse de munições e documentos falsos. Em setembro do ano passado, ele foi capturado por vender os perfis falsos nos apps de transporte. Ele responde por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Júlia Natália foi presa por envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva. Ela foi filmada na oficina do marido, em Fortaleza, no momento em que ela disse em depoimento à polícia ter ficado amarrada próximo ao local do crime. A contradição foi um dos pontos que levou à prisão em flagrante da suspeita.
O corpo de Raphael foi encontrado carbonizado em um carro horas antes da prisão da prisão de Júlia Natália. A Polícia Civil suspeita que a PM forjou estar na cena do crime para se passar por vítima junto de Raphael, com quem ela teria tido um relacionamento amoroso.
A soldado, que foi admitida na Polícia Militar do Ceará em novembro de 2024, foi autuada em flagrante por homicídio na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, em Fortaleza.
O advogado Walmir Medeiros, que representa a defesa da policial militar, disse à TV Verdes Mares que “ela não poderia estar presa em flagrante, porque ela foi pra delegacia, não foi buscada. Então, esse flagrante não cabe. Se a pessoa se apresenta, tem que ser feito um inquérito. Ela se apresentou e foi presa em flagrante”.
Esquema criminoso
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A policial militar Júlia Natália Girão Gomes e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, presos em Fortaleza. — Foto: Reprodução
A Polícia Civil explicou que os antecedentes dos suspeitos presos são referentes a um inquérito instaurado em junho de 2025 pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, após denúncia formalizada por uma empresa de transporte por aplicativo.
De acordo com as investigações, o casal e outras 11 pessoas integravam um esquema voltado à criação de contas falsas na plataforma.
Diante dos elementos levantados, em setembro de 2025, Antoneudo foi preso e indiciado por organização criminosa, falsa identidade, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica. Por sua vez, a policial militar foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O enquadramento por organização criminosa “decorre da prática reiterada dos ilícitos apurados ao longo da investigação policial conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos”, disse a Secretaria da Segurança em nota.
Investigação é após entrada na PM
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Júlia Natália Girão Gomes, Raphael Sampaio da Silva e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior — Foto: Reprodução
A Secretaria da Segurança Pública explicou que Júlia Natália ingressou na corporação por meio do concurso público realizado em 2021, tendo sido convocada em 2022, período em que se encontrava gestante.




