Monges budistas foram flagrados, durante uma ação da polícia da Tailândia, consumindo metanfetamina em templo no norte do país. Um terço dos clérigos testou positivo para a droga durante uma operação surpresa no monastério de Wat Prathom, na província de Phichit.
“Os seis monges que testaram positivo para drogas foram imediatamente expulsos e enviados para reabilitação. A operação foi realizada simultaneamente em vários templos em 12 distritos da província”, explicou o vice-governador de Phichit, Kitipon Wetchakul, que liderou a operação.
Arquivos pornográficos e fortuna desviada
A confiança do público na ordem budista do país foi abalada depois que vários monges de alto escalão foram pegos em um escândalo de sedução ainda este mês.
Os líderes religiosos teriam desviado fundos do templo para uma mulher chamada Wirawan Emsawat, também conhecida como Sika Golf, de 35 anos, que teria seduzido os monges para ter acesso ao dinheiro, supostamente usado para financiar o vício da mulher em jogos de azar.
Ela teria roubado 385 milhões de baht (cerca de R$ 66 milhões) dos cofres do templo antes de ser presa em Bangcoc, no dia 15 de julho. Ela enfrenta acusações de lavagem de dinheiro, apoio ao desvio de fundos do templo por um monge e receptação de bens roubados.
Uma busca na casa da mulher encontrou 80.000 arquivos pornográficos armazenados em cinco celulares. As imagens mostravam Wirawan em atos explícitos com monges e políticos de alto escalão.
O Conselho Supremo Sangha, o órgão budista mais alto da Tailândia, disse que os regulamentos monásticos estavam sendo revisados para criar sanções mais modernas.
Os monges budistas fazem um voto de celibato para se desligarem dos desejos mundanos, vistos como obstáculos à iluminação espiritual. No entanto, o clero tailandês enfrentou inúmeros escândalos sexuais e de corrupção ao longo dos anos, minando a confiança do público na instituição religiosa.