Uma mulher que era mantida em cárcere privado, no Bairro Meireles, em Fortaleza, foi libertada na quinta-feira (30), pela Polícia Civil. Os agentes receberam informações que um apartamento era utilizado como cárcere.

A vítima aprisionada era uma mulher de 44 anos, natural de São Paulo e que não queria mais dar continuidade ao relacionamento com o companheiro, Pablo Pena Pinto, de 43. Mas ele não gostou da ideia e resolveu trancá-la em casa. A situação foi percebida por vizinhos, que acionaram a Polícia.

De acordo com a delegada Érika Moura, assim que a situação foi denunciada, reforços foram solicitados a policiais e as equipes se dirigiram ao imóvel. “Tivemos que arrombar a porta da frente e a que dá acesso ao quarto para libertar a vítima”, detalha a delegada.

A mulher foi trancafiada no local na última terça-feira (29), quando revelou a Pablo sua intenção de terminar o relacionamento com ele. Segundo ela, a decisão foi tomada após uma série de agressões vivenciadas no convívio amoroso. O homem foi preso em flagrante e autuado por cárcere privado, ameaça, lesão corporal e injúria.

Pablo é natural do Amapá e possui vários antecedentes criminais por delitos como posse e porte ilegal de arma de fogo, uso de drogas, crime de trânsito e lesão corporal, cárcere privado (combinado com a Lei Maria da Penha). Inclusive, ele já foi preso em Fortaleza em 2015, por violência cometida contra outra vítima.

Ele iniciou seu relacionamento com a atual companheira em janeiro deste ano, por meio de um site de relacionamentos. Desde então, as agressões são cometidas.

Ainda no primeiro mês deste ano a atual esposa registrou Boletim de Ocorrência contra o homem por estupro. Em outra ocasião, a mulher foi atingida por um tiro no peito, disparado pelo companheiro, que a deixou na esquina de um hospital para ser atendida. Na unidade, ela alegou ter sido vítima de um assalto. Além disso, foi alvo de várias outras agressões físicas.

O casal morava com a mãe de Pablo, que estava no apartamento no momento em que a Polícia chegou ao local. O filho é formado em Medicina, na Bolívia, e não exercia a profissão. Já sua companheira é técnica em enfermagem. Ambas as mulheres foram encaminhadas pela Polícia para receber assistência do Centro de Referência da Mulher e da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres.

 

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FONTE: O Povo

 

 

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